Rio Grande e a ditadura: um texto necessário*

TUCO TUCO

O cinquentenário do Golpe Civil-Militar de 1964 é o tema da vez. Pudera: da quartelada que derrubou Jango até a eleição indireta de Tancredo Neves, em 85, foram 21 anos de desmandos, abusos, corrupção, torturas, desaparições e mortes. Tudo sob a chancela do Estado autoritário, que, para se manter no poder, implantou o terror. Os “Anos de Chumbo” foram, de longe, os mais marcantes da História Contemporânea brasileira. Daqueles tempos inglórios, restaram o medo, a dificuldade em se estabelecer uma “tradição democrática” e uma imensa crise – econômica, institucional e de valores éticos.

Rio Grande não esteve à margem do processo desencadeado a partir de 1º de abril de 1964. Ao contrário: a cidade portuária, foco de efervescentes manifestações dos trabalhadores, esteve nos planos da ditadura desde o início. E com destaque. Ao menos é isso que apontam quatro pesquisas recentes sobre a cidade naquele período. Os trabalhos de Eduardo…

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